RUÍDO OCUPACIONAL / NR-07 ANEXO II

PCA: Programa de Conservação Auditiva

A perda auditiva causada por ruído é permanente e não tem tratamento. O PCA organiza tudo o que a empresa precisa fazer para evitar que ela aconteça.

Medimos a exposição, priorizamos o controle na fonte, selecionamos os protetores e acompanhamos as audiometrias para agir antes que a perda apareça.

✓ Exposição medida por dosimetria (NHO-01)
✓ Integração com as audiometrias do PCMSO
✓ Análise dos audiogramas e plano de ação

Solicite uma proposta

Informe a atividade, as máquinas ruidosas e quantos trabalhadores estão expostos.

CONCEITO

Quando a empresa precisa de PCA

O PCA não tem uma norma própria. Ele reúne obrigações que já existem: a avaliação e o controle do ruído no PGR, o nível de ação da NR-09, as audiometrias da NR-07 e o fornecimento de protetor auditivo da NR-06.

Pelos critérios da NR-15, o nível de ação corresponde a 80 dB(A) para uma jornada de 8 horas. Acima dele, a empresa precisa de medidas preventivas e de controle audiométrico. O Anexo II da NR-07 prevê audiometria na admissão, seis meses depois, anualmente e na demissão, com repouso auditivo de pelo menos 14 horas antes do exame.

Perda auditiva por ruído não tem volta. Ela costuma aparecer em processos trabalhistas e pedidos de aposentadoria especial, e a defesa da empresa depende de mostrar medições, controles, protetores adequados e exames acompanhados.

Profissional em campo usando protetor auricular tipo concha e respirador
O QUE FAZEMOS

O que entra no PCA

Cada elemento tem um responsável e um registro, para que o programa funcione na prática e possa ser comprovado.

Controle na fonte

Manutenção, enclausuramento, isolamento, barreiras, mudança de layout e organização do trabalho para reduzir o ruído antes de recorrer ao protetor.

Protetores auditivos

Seleção do tipo e da atenuação adequados a cada função, com orientação de colocação e registro de entrega e troca.

Análise dos resultados

Leitura dos audiogramas para identificar desencadeamento ou agravamento de perda auditiva e investigar as causas no posto de trabalho.

Treinamento

Orientação dos expostos sobre os efeitos do ruído, o uso correto do protetor e a importância dos exames.

COMO FUNCIONA

Da medição ao acompanhamento

01

Levantamento

Mapeamento das fontes de ruído, das funções expostas e das medições e audiometrias já existentes.

02

Medição

Dosimetria nas funções expostas, com equipamentos calibrados, conforme a NHO-01.

03

Programa de conservação auditiva

Definição das medidas de controle, dos protetores, do cronograma de audiometrias e dos treinamentos.

04

Acompanhamento

Análise anual dos audiogramas e revisão do programa quando mudam máquinas, processos ou resultados.

ATENÇÃO

Falhas comuns na conservação auditiva

Situações que deixam o trabalhador exposto e a empresa sem como comprovar o controle.

Medição pontual

Decibelímetro em um ponto tratado como se representasse a jornada inteira, sem dosimetria.

Um protetor para todos

O mesmo protetor para funções com níveis de ruído e rotinas diferentes, sem avaliar atenuação e conforto.

Audiometria sem repouso

Exame feito sem as 14 horas de repouso auditivo, o que compromete o resultado.

Exames sem leitura

Audiogramas arquivados sem comparação com os anteriores, deixando passar o início da perda.

Só o protetor

Nenhuma ação na fonte de ruído, mesmo quando há soluções simples de manutenção ou isolamento.

Ignorar o nível de ação

Funções entre 80 e 85 dB(A) sem nenhum controle, por estarem abaixo do limite de tolerância.

CASE REAL

Medição de ruído que reorganizou a conservação auditiva de uma construtora

Uma construtora precisou apresentar ao sindicato avaliações de ruído nos canteiros. As medições anteriores não informavam o método, o tempo de medição nem se representavam a jornada, e os resultados eram questionados.

Fizemos dosimetria pessoal em jornadas representativas, nas atividades com marteletes, serras circulares, betoneiras e ferramentas elétricas. O relatório encerrou os questionamentos do sindicato e mostrou as atividades que precisavam de controle adicional, o que levou ao ajuste dos protetores auditivos por atividade e das audiometrias dos expostos.

Veja o case completo na página de construção civil.

INTEGRAÇÃO

Como o PCA se liga aos outros documentos

Dosimetria de ruído

A medição da exposição que define quem entra no programa.

PCMSO

O cronograma de audiometrias e a conduta médica diante de alterações.

PGR

O ruído no inventário de riscos e as medidas de controle no plano de ação.

Laudo de insalubridade

A exposição acima do limite da NR-15 e a eficácia do protetor auditivo.

Responsável técnico: Anderson da Silva Barbosa, engenheiro de segurança do trabalho e engenheiro civil, CREA-SP nº 5070977492.

Mais Vida Saúde e Segurança do Trabalho, empresa registrada no CREA-SP, com escritório em Guarulhos e atendimento presencial na Grande São Paulo. Página revisada em outubro de 2026.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre o programa de conservação auditiva

O que as empresas mais perguntam sobre o programa.

O que é o PCA?
É o Programa de Conservação Auditiva, o conjunto de medidas para evitar a perda auditiva induzida por ruído: medição da exposição, controle do ruído, protetores, audiometrias, treinamento e análise dos resultados.
O PCA é obrigatório?
Não existe uma norma com o nome PCA, mas as obrigações que ele reúne são obrigatórias: avaliação e controle do ruído no PGR, medidas a partir do nível de ação da NR-09, audiometrias da NR-07 e protetor auditivo da NR-06. O PCA organiza tudo isso num só programa.
A partir de quantos decibéis a empresa precisa agir?
Pelos critérios da NR-15, o nível de ação equivale a 80 dB(A) para 8 horas, metade da dose do limite de tolerância de 85 dB(A). A partir dele já são exigidas medidas preventivas e controle audiométrico.
Com que frequência fazer audiometria?
O Anexo II da NR-07 prevê o exame na admissão, seis meses depois, anualmente a partir daí e na demissão. O médico pode reduzir o intervalo quando houver alteração.
Por que exigir repouso auditivo antes do exame?
Porque a exposição recente ao ruído pode causar uma perda temporária que distorce o resultado. A NR-07 exige repouso auditivo mínimo de 14 horas.
O protetor auditivo resolve o problema?
Ajuda, mas não basta. A atenuação real depende do modelo, do ajuste e do uso durante toda a exposição. O controle na fonte vem primeiro e o protetor complementa.
Como saber qual protetor usar?
Pela medição do ruído em cada função, pela atenuação do protetor e pelas condições da atividade, como calor, uso de capacete ou necessidade de comunicação.
O PCA ajuda na defesa em processos trabalhistas?
Sim. Medições, controles, registros de entrega de protetores e audiometrias acompanhadas mostram que a empresa gerenciou o risco, o que pesa na análise da perícia.

Sua empresa tem máquinas ruidosas?

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